De acordo com o professor Ailton Amélio da Silva, especialista em relacionamento amoroso, o beijo com conotação amorosa e sexual é caracterizador da cultura ocidental. "O beijo na boca só acontece num determinado estágio da paquera ou do relacionamento", afirmou. "As pessoas que se beijam precisam ter um grau de intimidade para realizar o ato."
A teoria é confirmada pelo coordenador de eventos Luis Clécio, 22 anos, que namora a estudante Bianca Lugli, 17 anos, há cinco meses.
Ele contou que, depois de iniciada a paquera, o primeiro beijo saiu em duas semanas. "Foi rápido, mas só porque a 'química' do nosso relacionamento também foi rápida", comentou.
O professor Silva alertou que, quando um beijo é evitado --como fazem muitas prostitutas-- é um péssimo sinal. "E pessoas que não gostam ou sentem nojo de beijar provavelmente têm algum trauma a ser tratado", completou.
Silva explicou que o beijo na boca --e de língua-- surgiu da alimentação boca-a-boca, utilizada nos primórdios da humanidade entre mães e filhos.
De acordo com o psiquiatra Marco Antônio Vitti, o beijo é "altamente terapêutico". "Ele age no sistema límbico, que é o centro das emoções, que, por sua vez, libera substâncias que provocam prazer e bem-estar nas pessoas que se beijam", explicou.
Outro benefício do beijo, segundo o especialista, é a endorfina que o cérebro libera --o que acaba com qualquer tipo de dor. "Tanto que pessoas apaixonadas sentem-se doloridas quando estão longe", disse.
Vitti disse não acreditar que o "ficar" --o namoro-relâmpago, muito praticado entre os adolescentes-- acabe com a magia do beijo. "Na verdade, o 'ficar' faz com que os jovens aprimorem a técnica de beijar", afirmou.
Moral da história: não passe vontade. "Quanto mais uma pessoa beijar, melhor", concluíram os especialistas e eu também! (risos) .
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